CineCiência: Interestelar sob o olhar de um físico da USP

CineCiências é um projeto de extensão do curso de Cinema e Audiovisual da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing) de São Paulo, voltado para a difusão científica. A iniciativa promove debates que analisam obras audiovisuais (filmes, séries, publicidades) sob a ótica de diferentes áreas da ciência. Na sessão do CineCiências de maio de 2026, o convidado externo foi Fabio Rendelucci, bacharel em Física e Química pela USP (Universidade de São Paulo). Ele foi coordenador do Museus Catavento, diretor do cursinho pré-vestibular Sistema COC de Ensino e coordenador de TI do Colégio Nossa Senhora da Lapa. Atualmente é chef do seu próprio restaurante Rendelucci – Cozinha Italiana.

Pela ESPM para esse bate-papo foram João Matta, doutor em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP, e na mediação da atividade a professora Neusa Nunes, doutora e mestre em Administração com foco em Gestão Internacional pela ESPM e graduada em Economia pela Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Em “Interestelar”, a narrativa apresenta um cenário em que as reservas naturais da Terra estão chegando ao fim e um grupo de astronautas recebe a missão de verificar possíveis planetas para receberem a população mundial, possibilitando a continuação da espécie. Cooper, um ex-piloto teste da NASA, é chamado para liderar o grupo e aceita a missão com ressalvas, sabendo que pode nunca mais ver os filhos. Ao lado de Brand, Jenkins e Doyle, ele seguirá em busca de uma forma de salvar a humanidade. O filme é de Christopher Nolan, um diretor, roteirista e produtor britânico reconhecido como um dos cineastas mais bem-sucedidos da Hollywood contemporânea, com filmes que arrecadaram mais de 6 bilhões de dólares mundialmente.

Nesse debate do CineCiências, Rendelucci explicou para os estudantes como o filme “Interestelar” aplicou conceitos físicos e químicos coerentes, e criativos. O convidado explicou brevemente os conceitos de relatividade, forças universais e teoria das cordas, para fazer os estudantes refletirem sobre como as obras Sci-Fi são capazes de exemplificar e ampliar o repertório científico de diversos públicos para além de estudiosos da física. Somado a isso, filmes assim servem para mostrar às pessoas que disciplinas pedagógicas científicas não precisam ser “matérias chatas” ou de difícil compreensão.

Texto: João Guilherme Padilha Uessugue e Ingrid Victoria Miranda Feitosa (1º semestre)

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