
O professor Luís Fernando da Silva Júnior, mais conhecido como Professor Pará na ESPM, inovou o ensino de marketing no audiovisual com a criação do “Programa do Pará”. A iniciativa, que transforma a sala de aula em um programa de auditório, tem sido um destaque por sua abordagem criativa e engajadora, mostrando que é possível unir conteúdo denso com entretenimento de qualidade.
Criado totalmente em parceria com alunos – inclusive de outras disciplinas, como direção de arte, responsáveis pela cenografia, figurino e iluminação – o “Programa do Pará” é uma aula estendida de três horas e meia que acontece em um momento crucial do semestre, servindo como um “ponto de virada” na disciplina. A primeira edição, em 2020, precisou ser adaptada para o formato online devido à pandemia, mas hoje conta com uma produção sofisticada realizada com estudantes de outros semestres para manter a surpresa, já que a aula é feita em segredo dos alunos da disciplina.
Com referências a alguns dos mais importantes apresentadores da história da televisão brasileira, como Silvio Santos, Hebe Camargo e Chacrinha, a aula conta com show de calouros, entrevista no “Sofá da Hebe” e os assistentes de palco “Parazetes” e “Parasitos”, transformando o ambiente de aprendizado em um espaço de descoberta e conexão com o aprendizado.
A iniciativa foi destaque na Revista Ensino Superior, em matéria escrita por Karina Tomelin, que observa “A prática do professor Pará na ESPM mostra que a inovação na educação não é apenas sobre recursos, mas sobre coragem, criatividade e uma profunda intencionalidade pedagógica. Transformar a sala de aula em um show não é banalizar o ensino, mas construir um storytelling engajador que, do início ao fim do semestre, leva os alunos a uma jornada de descoberta e conexão com o aprendizado, provando que a sala de aula pode ser um espaço de diversão tanto para quem ensina quanto para quem aprende.”
Saiba mais em: revistaensinosuperior.com.br/2025/09/29/quando-a-sala-de-aula-vira-palco-as-multiplas-versoes-do-ser-e-fazer-docente/.
Por João Pedro Dultra


