
A videoarte surgiu como uma nova forma de expressão audiovisual a partir do avanço das tecnologias de vídeo e, posteriormente, das mídias digitais. Diferente do cinema tradicional, que possui uma estrutura mais complexa de exibição e distribuição, a videoarte permite maior liberdade criativa e, consequentemente, experimentação estética. Com a democratização dos recursos digitais, tornou-se possível produzir videoartes com menos recursos técnicos e financeiros, permitindo a prática por entusiastas do audiovisual em aprendizado.
Com isso em mente, os estudantes do primeiro semestre de Cinema e Audiovisual desenvolveram uma série de videoartes que refletem sobre desafios e transformações da sociedade atual. As obras discutem a relação multilateral do audiovisual e Soft Power mundial, os impactos do avanço das inteligências artificiais e as negligências dos impactos climáticos.
No âmbito da Inteligência Artificial, os alunos questionaram: Até onde vai a criação humana e onde começa o algoritmo? Diante da automação, as videoartes dos alunos surgem como uma ação de oposição com o intuito de discutir o futuro do trabalho criativo e a preservação da nossa identidade cultural.
Além disso, foi refletida a relação do Audiovisual e Soft Power, evidenciando que a imagem nunca é neutra. Foi investigado como as telas moldam ideologias, projetam hegemonias políticas e silenciosamente ditam comportamentos ao redor do globo, transformando propagandas e mídias em uma das ferramentas de persuasão mais potentes da contemporaneidade.
Por fim, os alunos observaram as questões alarmantes das Crises Climáticas, realizando uma leitura visual sobre o impacto humano nos territórios. Essas obras questionam a nossa relação predatória com a natureza e investigam como o esgotamento ambiental afeta diretamente a sobrevivência dos diversos biomas.
A partir desses tópicos, a turma do primeiro semestre de Cinema e Audiovisual criou a exposição ARTEVIVA, que é uma exibição de artes que evidenciam a relação desses temas com a vida, através da sua substituição, destruição ou manipulação. Os alunos convidam o público a observar criticamente as obras de videoarte, com intuito de ampliar uma nova camada de reflexão ao mundo contemporâneo e sua relação com a cultura, a tecnologia e o meio ambiente.
Inteligência Artificial : Até onde vai a criação humana e onde começa o algoritmo? Diante desse novo avanço tecnológico, essas videoartes discutem as consequências desse avanço, como ele afeta todo o processo criativo, desde a concepção da ideia até todo processo de execução. Além de todas as consequências criativas e culturais derivadas das Inteligências Artificiais.
Audiovisual e Soft Power: A imagem nunca é neutra. Investigamos como as telas moldam ideologias, projetam hegemonias políticas e silenciosamente ditam
comportamentos ao redor do globo, transformando propagandas e mídias em uma das ferramentas de persuasão mais potentes da contemporaneidade.
Crise Climática: Uma leitura visual sobre o impacto humano nos territórios. As obras questionam a nossa relação predatória com a natureza e investigam como o esgotamento ambiental afeta diretamente a sobrevivência das matas.
A exposição é orientada pelo professor Lucas Tolotti
Assista aos vídeos no link abaixo:
https://www.youtube.com/playlist?list=PLKQSj0RUshOY


